Praticamente as únicas cenas em que mostra Arthur feliz, ele está trabalhando, gosta de seu emprego, sorri, canta e dança, ele se diverte alegrando as crianças no hospital, mas, como o filme é cheio de contrastes, empolgado com a dança, acaba deixando a sua arma cair. Perde o emprego que tanto amava.
Importante lembrar que o personagem do filme já vem sofrendo maus tratos, perdas, violência psicológica e física durante 30 minutos de filme. Vemos que a rotina de Fleck é vazia, cansativa e nada motivante, ter um emprego para uma pessoa como ele, é muito mais que ter uma renda, é ter um pouco de saúde mental.
O trabalho é algo muito importante para qualquer pessoa, pois pode promover pertencimento, sentido, realização pessoal e o sentimento de utilidade, além de proporcionar novas relações, disciplina, responsabilidade e desenvolvimento de habilidades.
Arthur implora pra seu chefe não o demitir, mas não adianta.
Nesse momento o protagonista está com uma forte carga emocional dentro de si, bate a cabeça na cabine do telefone e vai pegar o trem para a sala casa. No trem ao ver os três rapazes bêbados mexendo com a mulher ele se incomoda, mas devido a sua doença, dá uma risada alta, sem conseguir parar (Mais uma vez uma surpreendente atuação de Joaquin Phoenix, pois consegue rir e mostrar desespero ao mesmo tempo). Isso atrai toda atenção dos jovens, que então passam a agredi-lo. Porém o protagonista agora está armado, e dá tiros com seu revolver, matando dois dos homens e correndo atrás do que conseguiu fugir para também o matar.
Esse foi o primeiro crime de Arthur (ainda não se tornou o coringa), um assassinato triplo. De início se assusta com o ocorrido, sai correndo se tranca num banheiro público tenta controlar a respiração, mas então ele dança, mostrando leveza, e até uma paz. E no fim da dança se olha no espelho e abre os braços como se fosse o fim de uma apresentação (sem público, para si mesmo).
Próxima publicação falarei sobre o nascimento do Coringa!
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