Vou confessar uma coisa: quem me conhece hoje não imagina como eu era antes. Quem me vê falando calmamente, sendo produtivo a ponto de trabalhar como psicólogo, social media e escritor, estudando, lendo, treinando com frequência, namorando e ainda passando tempo com amigos e família, pode pensar que sempre foi assim. Mas a verdade é o TOTAL oposto.
Minha Infância
Eu não concordo com a ideia de que crianças são tão puras quanto dizem. Hoje eu amo estudar, mas, quando era pequeno, chorava todos os dias para ir à escola.
Lembro claramente de um episódio que me marcou profundamente. Estava na escola, em algum dia nublado de 2003. A professora, visivelmente estressada, me olhou no meio da aula e gritou:
— Você é tão burro que só deve ter miolo na cabeça.
Eu tinha apenas 4 anos.
Esse comentário ecoou por muito tempo na minha cabeça. Não era bom em matemática, não era bom com números, e, sinceramente, não era muito bom em nada. Além disso, era tímido, fechado e tinha dificuldade em fazer amigos. Minha mãe me incentivava a estudar, mas eu tinha medo de tudo.
Os Desafios na Escola
Durante todo o ensino fundamental, vivi uma sequência de zombarias, humilhações e até agressões físicas. Essas experiências contribuíram para a minha visão de que o ser humano não é assim tão “puro”. Eu sofria desde muito cedo.
Por muitos anos, acreditei no que as pessoas diziam sobre mim: que eu era burro, tímido, defeituoso, odiável. Esse pensamento destrutivo me levou à depressão, à ansiedade social e a crises de pânico — ainda na 6ª série, quando nem entendia o que esses termos significavam.
O Ponto de Virada
A mudança veio, curiosamente, após um fracasso. Repeti de ano e, com isso, perdi meus “amigos”. Foi um momento difícil, mas foi também o catalisador para que eu começasse a questionar tudo o que acreditava sobre mim mesmo.
Aos poucos — e acredite, foi realmente aos poucos — comecei a me esforçar mais. Fui me descobrindo, me permitindo ser eu mesmo. Quando comecei a me dedicar aos estudos, os resultados vieram: melhorei minhas notas e fiz amizades que mantenho até hoje. Nunca mais repeti de ano e, embora minhas notas em matemática e geografia fossem medianas, comecei a gostar de estudar.
A Transformação
Eu divido minha vida em dois momentos: A.P. (Antes da Terapia) e D.P. (Depois da Terapia). O processo terapêutico foi tão transformador que acabei me tornando psicólogo, com foco em ansiedade e alta performance. Nunca imaginei que um dia poderia ser o oposto do que sou hoje. Parece até que estou falando de outra pessoa!
Conexão com Minha Profissão
Hoje, como psicólogo, vejo o impacto profundo que a terapia pode ter na vida de alguém. Minha própria jornada me ajuda a compreender e acolher as dificuldades dos meus pacientes. Experiências como as que vivi me tornaram não apenas mais empático, mas também um profissional que acredita na possibilidade de mudança, por mais difícil que pareça.
O Que Aprendi
Olhar para trás me faz ver o quanto mudei, e como a crença no nosso potencial pode transformar vidas. O que era um sentimento de derrota e inferioridade se transformou em autoconfiança e propósito. E é isso que levo para minha prática: a certeza de que todos têm a capacidade de mudar, superar obstáculos e criar uma vida mais plena.
Vamos Começar Sua Jornada de Transformação?
Se você também sente que algo o impede de ser sua melhor versão, saiba que a mudança é possível. Assim como a terapia foi fundamental para a minha transformação, pode ser para a sua também.
Que tal dar o primeiro passo e agendar uma sessão? Vamos trabalhar juntos para superar seus desafios e criar uma vida com mais equilíbrio, confiança e propósito.
Entre em contato e agende sua sessão de psicoterapia hoje mesmo. Você não precisa enfrentar seus desafios sozinho — estou aqui para ajudar.
