Setembro é o mês de prevenção ao suicídio, este é o ápice do processo de morrência. Sabe o que é isso?
Segundo a suicidologista Karina Okajima Fukumitsu, da qual tive o prazer de conhecer pessoalmente.
O processo de morrência significa um definhar existencial resultante da complexidade de processos autodestrutivos. Nesse processo, invadida por crenças pelas quais a pessoa vislumbra que a única solução para seus problemas é a morte – e, por esse motivo, mencionei ser “o suicídio o ápice do processo de morrência” (Fukumitsu, 2016, p.169)
Um dos maiores desejos humanos é eliminar a dor, não é mesmo? Não é por isso que nos enchemos de remédios quando estamos con dor de cabeça? Mas quando essa dor é emocional, o que fazer?
E se eu te falasse que os suicidas querem viver, talvez você não acreditaria, talvez nem mesmo eles acreditariam.
No fundo o que eles querem matar, não é a vida, é UMA vida, uma vida a qual estão cansados, e parece que não há uma outra solução para essa dor. Essa dor de sentir demais, ou também a dor de não sentir mais…
Essas pessoas sabem o que querem, sabem a vida que querem, a vida que pulsa dentro delas, e as vezes essa vida nunca foi vivida, ficou trancafiada dentro, acontece também da pessoa estar confusa, e não conseguir ver o que realmente quer, pois sua dor emocional deixa difícil de identificar.
A pessoa em processo de morrência quer desesperadamente viver
Eu te pergunto agora, por que você não deixa a vida que está dentro de você sair, viver, voar livre por aí? Será que realmente não é possível?
Na minha experiência pessoal, e profissional vejo e sempre costumo dizer para meus pacientes, isso aqui:
Não há dor eterna.
Vinícius Luz
Claro, pode doer por um dia, uma semana, um mês, mas isso não significa que será eterna. Sei que para chegar nesse ponto, há toda uma trajetória (vou explicar em outra publicação), e a desesperança é grande.
O que faz seu coração bater? Nosso corpo está sempre lutando para viver, mesmo quando não queremos mais isso, o coração continua batendo. O que fazia você sentir a vida? Sabe?
Felicidade não é uma vida repleta de momentos alegres, longe disso, é você olhar para trás e depois para frente, e falar, “essa é a MINHA vida, só eu a tenho, ela é única e especial, e posso fazer dela o que eu quiser”. e então conseguir ter um sentido para superar as dores e aproveitar as alegrias.
Eu sei que sua vida pode ser sofrida, difícil, mas me fale:
Como é um bom filme?
Pense em filmes premiados, sempre lembrados
O personagem principal, tem sua vida, seus dilemas, seus dramas, sofre, a história tem um clímax, e depois ele se supera, consegue alcançar o objetivo.
Não é assim um filme que prende nossa atenção?
Nós seres humanos nos interessamos muito por histórias, te convido a se interessar pela SUA história!
Você é seu filme, você é o câmera, o ator, o diretor e o escritor, então, dê um outro final, coloque uma virgula onde tentou colocar um ponto. Tente.
A crise suicida pode nos mostrar a vida que realmente queremos viver.
Indico a procura de profissionais como o psicólogo para ser aquele personagem coadjuvante da sua história, e mudar a sua história!
Em momentos de crise você pode ligar para a cvv, lá tem pessoas qualificadas para te ouvir e te ajudar gratuitamente.
