Kierkegaard – Sobre o desespero humano

Da série “A psicologia antes da psicologia”

No post anterior menciono como a filosofia influenciou a criação da psicologia, caso não o leu, aqui fica o convite e o link (ver post)

“Ser quem se é realmente, é o oposto de desespero”

Søren Kierkegaard

Apesar de ter um nome um pouco diferente (que ”o” é esse “ø”?), ele foi uma importante influência para a abordagem existencial de R. D. Lang e Carl Rogers.

Kierkegaard estudou o desespero humano, esse é o nome de seu livro também, publicado em 1849. Para ele o desespero no fundo é por um único motivo, não ser quem realmente somos.

Ser quem se é, o que hoje é conhecido como autenticidade, não é tão simples, porem é algo muito importante na vida, isso não é novo, e vem de muito antes do  Søren.

Resumindo sua teoria o desespero vem do desejo de ser um outro “eu”, alguém diferente de mim. Com esse desejo pode-se acontecer duas coisas, porém para esse autor, sempre levará a e sofrimento.

  • Se tento ser outra pessoa, um outro “eu” e não consigo, me desaponto e me desprezo por não conseguir
  • Se tento ser outra pessoa e consigo, abandono meu verdadeiro eu, e então sofro por isso

 Nossa que bad! Calma que tem solução!

Somos quem somos?

Quantas vezes não somos quem somos?

É comum e nada saudável. Quantas vezes você não é você para agradar seu namorado(a) ou para se encaixar num grupo? Isso para mim é algo tão aceito, quanto insensato… pois:

Se sou outro para o outro me amar, como o outro pode me amar se não sou eu? E como eu posso amar o outro, se eu não sou eu realmente?

Vinícius Luz

E continuamos seguindo nos abandonando, não possuindo a nós mesmos, não sendo nós mesmos….

Só há uma solução, aceitar quem realmente somos, para isso é claro, é preciso saber quem realmente somos.

A vida irrefletida não vale a pena ser vivida

Sócrates

Kierkegaard vai mais além, ser quem não somos, pode ser também, não querer estar na situação que vivemos. Por exemplo quando temos uma meta, e não conseguimos a alcançar, seja um relacionamento, um emprego ou passar no vestibular, sofremos, não porque “fracassamos”, mas porque querer ser um eu diferente, um eu que alcança os objetivos, e é por isso que sofremos.

Por isso é importante a aceitação, saber nossa essência, pois enquanto não a aceitarmos não há paz. Aceitação, não é conformação! Não é porque não conseguiu um relacionamento, um emprego ou passar no vestibular que sua essência é não conseguir essas coisas.

 Kierkegaard diz que é preciso coragemde ser quem se é e é necessário encontrar nossa essênciae propósitode vida, mas o primordial é aceitarquem realmente somos no momento, pois como Carl Rogers (1902 – 1987) disse:

“O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo.”

O que achou disso tudo? Já tinha pensado nisso Antes?

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