Eu tenho certeza que você já fez isso…
Você sentiu algumas coisas estranhas, não sabe bem o que, uma dorzinha não sei onde, uma sensação esquisita, e aí o que você faz? Marca um médico? Claro que não, você já tem o Dr. GOOGLE, digita lá e de repente você “descobre” que tem a doença tal, e está no estágio tal, com a complicação X, marca o médico, e já fala para o médico todo seu diagnóstico, o que é, quais foram as causas, o remédio que você tem que tomar, você fala tudo isso antes de dar tempo do médico te olhar direito.

Isso tem um problema evidente, e um não tão obvio assim
1° problema
Lembro de um dia que cheguei em casa e minha mãe junto com minha tia estava chorando, estavam desesperadas, aflitas. Eu fiquei sem entender e perguntei o que aconteceu, ela pausou o choro e disse que meu avô estava com câncer prestes a falecer.
No outro dia meu avô e minha mãe foram ao médico, e adivinha. Vovô não tinha câncer, minha mãe viu a palavra nódulo, e já conclui que era câncer, ligou para minha tia e disse que era câncer, e ainda quando falou para mim, já tinha evoluído para um câncer terminal.
Não preciso falar que minha mãe estava muito ansiosa, preciso?
2° problema
Esse é um problema que uma boa parte das pessoas passam, elas não pesquisam no google, ou até pesquisam, mas esse problema envolve outra questão. Quando essas pessoas recebem um diagnóstico, seja de algo psíquico ou físico, elas jamais o esquecem, e com isso elas esquecem de algo muito mais importante.
Queremos saber o que temos, por vezes somos nosso próprio médico, como dizem, de médico e de louco todo mundo tem um pouco. Mas qual o problema de não se esquecer de um diagnóstico?
Fod@-se o diagnóstico
De vez enquanto algumas pessoas me procuram e no primeiro dia de sessão elas chegam já falando tudo o que tem, as vezes transtornos e doenças que eu nunca nem vi na faculdade, ou também, chegam e querem saber o seu diagnóstico, como se isso fosse o mais importante a saber.
É importante sim sabermos o que temos, pois só assim podemos realizar o tratamento mais correto e eficaz, entretanto, depois de um tempo, convivendo com o diagnóstico, as pessoas tendem a se apegarem a ele, dizendo “a minha ansiedade”, “a minha depressão” ou “eu sou doente”, acontece que você não é ansioso, depressivo ou doente. Você está!
E mesmo que tenha algo incurável, você não é o seu diagnóstico. você é muito mais que isso!
Sei que precisamos nos encaixar e saber o que temos, mas essa crença “eu sou meu diagnóstico”, “a minha doença” acaba te limitando, dificultando a sua melhora.
Pois pensa comigo, se você é a sua doença, você não pode ser curado, pois se você tirar a doença da sua vida, você não irá existir, porque você é sua doença.
Normalmente esse pensamento surge quando a pessoa não tem mais muita esperança, ou já “acostumou” com essa vida de doente e é justamente esse pensamento que te faz perder toda a esperança. Se quiser saber o poder de um pensamento, clique aqui
A vida é muito mais que isso
Um diagnóstico não significa que é o fim, que sua vida acabou ali, e que agora, você é seu transtorno, e não há nada o que fazer além de tomar remédios e se tratar. Não pense assim.
Diagnostico significa um recomeço, não o fim!
Vinícius Luz
Independente do que você foi diagnosticado, independente do quanto essa doença te prejudique, você nunca será só uma doença, jamais esqueça isso. A vida continua, pode mudar algumas coisas, mas a vida continuará, você tem outros momentos para viver, histórias para você escrever!
Termine esse relacionamentopossessivo com seu diagnóstico, siga as recomendações, os tratamentos, mas não se limite a isso, diga comigo agora:
“Fod@-se esse diagnóstico, vou viver a minha vida, como eu posso!
Uma das causas mais comuns de todas as doenças é o diagnóstico
Karl Kraus
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