O que a sociedade atual, o filme aniquilação, comportamento autodestrutivo, os sapos, e os ratos tem a ver com você?
“Quase nenhum de nós nos suicidamos e quase todos nós nos autodestruímos”
Filme aniquilação
Essa frase achei bem marcante, pois nos faz lembrar de algo que fazemos, mas não lembramos disso ou não queremos lembrar, porém vim aqui para cutucar, afinal colocar a sujeira debaixo do tapete, nunca deixou a casa limpa, e não fará você uma pessoa melhor.
Infelizmente tem aumentado casos de suicídio e comportamento autodestrutivos (são muitos), não só no brasil, mas em todo o mundo, é uma verdadeira epidemia que ninguém quer ver. É tão preocupante que foi considerado como um caso de saúde pública. Isso nos revela que a causa desse aumento é de origem social, afinal o ser humano é biopsicossocial (clique e veja o artigo que falo sobre)
Vamos entender então!
Mas antes
Qual seu comportamento autodestrutivo favorito?
Pergunta estranha né, darei alguns exemplos que você entenderá essa pergunta. Muitos comportamentos autodestrutivos são incentivados e naturalizados.
O que são esses comportamentos?
Comportamento autodestrutivo não é suicídio em si, mas sim todo comportamento que pode causar prejuízos físicos e/ou psíquicos para si próprio é considerado autodestrutivo.
Por isso a lista dos comportamentos é imensa, veja alguns exemplos:
- Exageros nas atitudes e alimentação
- Hábitos compulsivos
- Dificuldade em impor limites
- Tabagismo
- Uso e abuso de drogas
- Não dizer não
- Mentira
- Violência
- Auto mutilação
- Traição
- Vícios (qualquer um)
- Se manter em relacionamentos tóxicos
- Permanecer em ambientes tóxicos
- Isolamento
- Crenças negativas
- Falta de ação para mudar
- Trabalho sem limites
Todos esses comportamentos estão relacionados a uma série de fatores individuais (psicológicos) e sociais. A autodestruição é uma forma mal sucedidas de conviver com traumas e questões sociais.
No âmbito psicológico há: Baixa autoestima, sentimentos de angustia, vazio, desesperança, perfeccionismo, insegurança, medo de desagradar, medo de perder apreço, rebeldia, necessidade de ser aceito socialmente, dificuldade em lidar com as emoções.
Você é um sapo?
Conhece a história do sapo?
Não lembro onde vi, mas dizem que se jogar o sapo numa panela com a água fervendo ele pula rapidamente para fora, mas se o colocar numa panela com água em temperatura ambiente, e ir esquentando aos poucos, o pobre sapinho, morrerá sem sair do lugar. Infelizmente somos iguais ao sapo.

Você pode acabar gradualmente com a sua vida e sem perceber
Causar dor, para fugir da dor – A automutilação
Isso faz sentido? Pior que faz, principalmente para as pessoas que tem o vício de se automutilar. Nesse caso há uma tendência, normalmente começa na adolescência e são pessoas que sentem uma dor mental grande, não conseguem expressar isso, e se sentem “um lixo humano”, podendo estar com transtorno borderline, depressão, síndrome do pânico, transtorno alimentares, e sofrendo bullying.
Normalmente quando se fala em comportamentos autodestrutivo, pensamos no ato de causar ferimentos em si mesmo, e por mais que você possa achar uma loucura se cortar para se sentir aliviado, você não faz o mesmo quando fuma, enche a cara para esquecer e exagera comendo mais que devia?, Afinal todos esses exemplos que dei, causam ferimentos no corpo ou no emocional. Você é o sapo.
Como sair de todas essas ciladas? Falarei mais adiante, mas o primeiro passo você já está fazendo, lendo esse artigo, e se informando sobre.
Porque a autodestruição tem aumentado?
Esses comportamentos são sintomas das questões sociais envolvidas na sociedade pós moderna de hoje em dia. Iria falar sobre esse conceito, mas achei muito profundo e ficaria longo, então semana que vem saberá mais sobre como a sociedade tem influenciado diretamente no comportamento autodestrutivo das pessoas.
Um breve resumo:
Atualmente tem crescido sentimentos de vazio, desamparo e outras dores mentais, somando isso a solidão, ao pouco contato que temos com nós mesmos e a cultura do imediatismo tudo isso nos deixou com baixa autoestima, e sem saber como lidar com as questões emocionais.
Essa cultura do imediatismo, essa ditadura da felicidade (link) incentiva a colocar tudo em baixo do tapete, e fugir seja bebendo, se drogando, se cortando, enfim se destruindo para se distrair das questões que precisam de solução.
Quais as soluções? Um ratinho vai te ajudar
Falei sobre sapos, agora você será um rato
Me responda:
Se uma pessoa começar a aplicar heroína por 20 dias consecutivos ela vai se viciar certo? Errado!
Na verdade, depende, como você explica casos de pessoas internadas no hospital por 20 dias usando diamorfina (semelhante e mais pura que a heroína), e ao terem alta, não se tornam dependentes?
Vou chamar os ratos para te explicar.
Cientistas colocaram um rato numa gaiola com dois potinhos de água, e um desses potes havia cocaína ou heroína. O que aconteceu?
A maioria dos ratos tiveram overdose, tadinhos. Um outro cientista quis refazer esse experimento com algumas mudanças…
Invés de deixar o rato sozinho na gaiola, sem nada para fazer, colocou muitas diversões para a rataiada, e na gaiola havia vários ratinhos e ratinhas, além dos dois potinhos. O que aconteceu?
Nenhum rato morreu de overdose
Interessante né?
Mas o que um rato tem a ver com você?

O mesmo acontece com soldados, acredita? Em momentos de guerra é comum soldados se viciarem em drogas, e depois que a guerra acaba e eles podem voltar para suas vidas, eles nunca mais usam, ou diminuem drasticamente o uso. O que isso revela?
O ambiente/momento que vive, pode te tornar autodestrutivo! O vicio é um sintoma de sua vida…
Se você se depara com uma vida ou momento vazio, que lhe causa sofrimento, pode se tornar dependente de comportamentos autodestrutivos, seja qual for ele, o que importa é se distanciar desse conflito e se aliviar se destruindo.
Quando ocorre o contrário, você se depara com um momento bom, ou uma vida feliz, buscamos mais conexão com coisas saudáveis e com pessoas.
4 passos para sair do ciclo de autodestruição
- Autoconhecimento: Extremamente importante para reconhecer não só quais comportamentos te prejudicam, mas também quais os motivos deles.
- Procurar melhorar seu ambiente, ou seja, os aspectos de sua vida
- Buscar formas positivas de expressar sua dor: Seja escrevendo, desabafando, desenhando, busque algo que não o prejudique, crie esse hábito.
- Aprender a lidar com suas emoções e se necessário procurar ajuda
