Nossa mente é divindade em três partes, antes de falar sobre isso, é bom lembrar que mente e cérebro não são mesma coisa. Cérebro é a “máquina”, mente os “sistemas” da máquina, ou seja, o cérebro é o órgão físico onde a mente mora, e na mente ficam todas as memorias, pensamentos, sentimentos e impulsos.

A mente consciente é tudo aquilo que você consegue perceber no momento, embora seja a parte que conhecemos de nós mesmos, ela é a que menos afeta nossas ações. Estranho pensar isso não é mesmo? Veja as publicações anteriores sobre o tema para identificar melhor isso.

A segunda parte da nossa psique é o pré-consciente, é mais profundo que o consciente, aqui habita as memórias. É tudo aquilo que não está na sua consciência, mas consegue se lembrar quando necessário.

Por exemplo:Você não fica se lembrando todo dia do seu aniversário de 15 ou 18 anos, mas se eu te perguntar como que foi, essa memória irá para a consciência e então conseguirá se lembrar, talvez até sentir como se sentiu nesse dia.

O INCONSCIENTE

Essa parte da mente é onde a psicanálise decidiu se aprofundar. Acessar o inconsciente não é simples, pois você e eu temos um “ser” dentro da nossa mente que trabalha todos os dias, controlando o que chega no seu pré-consciente e na consciência.

Acontece que muitos momentos, pensamentos e desejos que tivemos e temos, são barrados, trancados no inconsciente. Aqui vem a parte mais importante e interessante. Não é porque você não se lembra de algo, que isso não afete e influencie sua vida.

No inconsciente está a resposta do porque você gosta do que gosta, faz o que faz e escolhe o que escolhe. Há muitos mecanismos de defesa, que são formas da sua mente te enganar.

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Não há como observar esse lado da mente, apenas examinar seus efeitos expressos nos pensamentos e sentimentos. Para o acessar é necessário iniciar psicoterapia psicanalítica, ou para algumas questões específicas, a hipnose.

Exemplo: Numa sessão de hipnose é dito para o paciente em transe “quando o relógio bater 2 horas, você abrirá a janela, e ao acordar você não se lembrará de nada disso que aconteceu durante a transe”. Então ao sair da transe a pessoa se pergunta o que aconteceu, pois não se lembra, e quando é 2 horas, ela se levanta e abre a janela. Quando perguntado sobre o porque abriu a janela, falam normalmente que “deu vontade” ou racionalizam dizendo que estava com calor. Doideira né?

Agora imagine o que está “programado” em sua mente, coisas que talvez você, seus pais, momentos marcantes e traumáticos acabaram programando seu inconsciente para que você em determinada situação aja de um modo e não de outro, sinta algo e não outra coisa.

Por que faz o que faz, e como faz?

Freud se destacou por descobrir uma forma mais “fácil” de entrar no inconsciente. Sua técnica teve atualizações, mas basicamente continua a mesma até hoje. Quando se descobre a linguagem do inconsciente, consegue então acessa-lo apenas conversando com alguém. É aqui que mora a diferença entre desabafar com uma amigo e com um psicólogo de abordagem psicanalítica, como eu.

Você já assistiu a chegada?

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Nesse filme é apresentado uma teoria interessante, que é a de que a nossa linguagem muda como pensamos. E isso que acontece no decorrer do filme a medida que vão entendendo a língua dos alienígenas.

Você tem um alienígena dentro de você! Ele tenta se comunicar, mas você não consegue entender, tudo que você percebe são certas sensações, pensamentos, flashs e impulsos de seu comportamento. Você acaba tomando ações, muitas vezes prejudicáveis, ou está sofrendo de alguma forma e não consegue sair desse ciclo. Os motivos disso está no inconsciente, e não, ele não é um alienígena, embora seja tão desconhecido quanto.

Fazendo mais um paralelo com a teoria do filme e da psicanálise, é a de que a partir do momento que você entende a linguagem do inconsciente, conseguindo ouvir o que ele te diz, você automaticamente consegue se transformar, mudar, melhorar. Pois embora as vezes pareça, o inconsciente não é seu inimigo, muito pelo contrário, é o se “eu” mais profundo.

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