Após assinar sua mãe, no filme, não veremos apenas o Arthur Fleck, agora o coringa começa a disputar as cenas com o Arthur. Ensaia a ida ao programa de Murray, como teu grande final, pretende se suicidar ao vivo no programa, agora vê sua vida como uma grande comédia. Pinta seu cabelo de verde, dança, alegre e se torna o Coringa.

Muda sua postura, seu andar, sua aparência, confiança. Muitos pensam que o Coringa é psicopata, mas há poucos indícios para isso, seu quadro se encaixaria melhor como psicótico ou transtorno dissociativo de personalidade (Falarei sobre e, uma publicação especifica). Arthur devido a série de abusos sofridos na infância, as violências, o isolamento, humilhação, e as diversas perdas significativas de sua vida adulta, ou seja, sofre fortes traumas tanto biológicos quanto psicológicos, o que acabou dando origem aos delírios e ao seu alter ego, Coringa.

Um sujeito que vê graça em tudo, se diverte com o caos, e mata violentamente, seja por alguma emoção como vingança, ou não necessariamente. Uma personalidade do avesso, que assume o caos, o fracasso ao ponto de descer as escadas dançando, se divertindo sozinho e sem música. Vai ao programa de Murray e fala para chama-lo como coringa.

Tinha planejado se suicidar ao vivo, mas ao abrir seu caderno lê a frase que escreveu “Espero que minha morte, faça mais sentido que minha vida”, nesse momento ele para e pensa, provavelmente muda de ideia quanto ao suicídio. Conta uma piada, que na verdade, não há graça alguma, mas ele ri.

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A melhor cena do filme vem agora, o discurso de Coringa em que ele confessa ter assassinado os jovens no metro, e diz que não tem mais nada a perder na vida e nada pode o machucar, acha matar engraçado, e diz que comédia é subjetiva, há quem determina o que é engraçado, assim como quem determina o que é certo e errado, mas que não quis começar nenhum movimento, apenas cansou.

Diz ainda que todo mundo é péssimo atualmente e isso basta para fazer pessoas enlouquecerem, porém diz que ser louco não é sua defesa dos assassinatos e que se fosse ele quem tivesse morrido, ninguém se importaria. Revela então a hipocrisia social que existia em Gothan City (apenas lá não é mesmo?), uma sociedade que não se importa com ninguém, sem empatia, gerando revolta e caos. E então conta uma “piada” “O que você recebe quando cruza com um doente mental solitário com a sociedade que o abandona e o trata como lixo?” e então atira no apresentador do programa ao vivo.

Por que usei o filme do Coringa na campanha do Janeiro Branco?

Coringa é um filme pesado, triste e violento, nos mostra um lado hipócrita da sociedade, nos convida a pensar sobre a saúde mental. Quando se fala em saúde mental, logo pensamos em doenças psicológicas/emocionais como depressão e ansiedade. Mas a questão de saúde mental vai muito além. Por isso escolhi esse filme.

O problema da saúde mental, ou melhor dos danos e desinteresse nela, afeta não só quem indivíduos com problemas sociais, mas a sociedade inteira. Você sendo saudável mentalmente ou não pode ser vítima de alguém que tem problemas emocionais graves. Você pode ser traumatizado por alguém ou até mesmo provocar traumas em alguém que goste. Ou pode ser vitima não só de uma pessoa isolada, mas de um grupo de pessoas revoltadas, descontroladas psicologicamente. Tudo isso é mostrado no filme do Coringa…

Não se esqueça da importância da saúde mental, quando se tem saúde, você que quer várias coisas, mas quando você não a tem, tudo que quer é ter saúde. Cuide-se e assim cuidará do próximo também.   

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